Futura secretária de Saúde, Socorro Martins irá priorizar organização financeira e doenças crônicas

Lidar com o sistema municipal de saúde de uma cidade com 2,4 milhões de habitantes será o novo desafio da médica Socorro Martins, escolhida para ser secretária da Saúde na gestão do prefeito eleito Evandro Leitão (PT), a partir de 2025. As principais urgências da gestora serão focadas na interação entre Estado e Prefeitura, afim de uma reorganização estrutural e financeira da Atenção Primária, responsabilidade do Município, e principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e a quem a população recorre primeiro.
Além disso, em entrevista ao Diário do Nordeste, na última quarta-feira (11), ela afirmou que também irá priorizar temas como saúde mental, prevenção de doenças e envelhecimento e admitiu que “está se inteirando” sobre a situação atual da saúde do município, incluindo o cenário de contratos e processos, com apoio da equipe de transição do novo governo.
Socorro Martins assumirá a Pasta em meio a uma crise no fim da gestão de José Sarto, marcada por denúncias de falta de insumos e medicamentos em hospitais, atrasos no pagamento de profissionais e fornecedores e até da paralisação de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
“Está difícil? Está. Está complicado? Está. Tem muitos desafios? Tem. Mas a gente precisa saber também as causas do que aconteceu, da deficiência, da dificuldade, da assistência propriamente dita”, declarou, afirmando já ter agenda com coordenadores e o atual secretário, Galeno Taumaturgo.
“Se ele é diabético, hipertenso, que ele vá lá no posto de saúde. E se ele precisar em algum momento de intercorrência, que possa ir para uma UPA, para um hospital de porta aberta, que possa resolver o problema dele e devolver para a atenção primária novamente para dar continuidade ao seu tratamento”, ressalta.
Lidar com o sistema municipal de saúde de uma cidade com 2,4 milhões de habitantes será o novo desafio da médica Socorro Martins, escolhida para ser secretária da Saúde na gestão do prefeito eleito Evandro Leitão (PT), a partir de 2025. As principais urgências da gestora serão focadas na interação entre Estado e Prefeitura, afim de uma reorganização estrutural e financeira da Atenção Primária, responsabilidade do Município, e principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e a quem a população recorre primeiro.
Além disso, em entrevista ao Diário do Nordeste, na última quarta-feira (11), ela afirmou que também irá priorizar temas como saúde mental, prevenção de doenças e envelhecimento e admitiu que “está se inteirando” sobre a situação atual da saúde do município, incluindo o cenário de contratos e processos, com apoio da equipe de transição do novo governo.
Socorro Martins assumirá a Pasta em meio a uma crise no fim da gestão de José Sarto, marcada por denúncias de falta de insumos e medicamentos em hospitais, atrasos no pagamento de profissionais e fornecedores e até da paralisação de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
“Está difícil? Está. Está complicado? Está. Tem muitos desafios? Tem. Mas a gente precisa saber também as causas do que aconteceu, da deficiência, da dificuldade, da assistência propriamente dita”, declarou, afirmando já ter agenda com coordenadores e o atual secretário, Galeno Taumaturgo.
A população está sofrendo lá na ponta, nos serviços mais simples está faltando insumos, a gente precisa saber como resolver isso.
Recursos financeiros
A secretária, que já esteve à frente da Saúde municipal na primeira gestão de Roberto Cláudio, entre 2013 e 2016, afirma saber da necessidade maior de recursos necessários para fechar as contas do sistema de saúde
Contudo, ela acredita que o alinhamento das gestões municipal, estadual e federal, todas governadas pelo PT, abre maior possibilidade de apoio e aportes para custeio.
“Estamos mais integrados e isso é uma coisa positiva. Já conversei com a secretária estadual (Tânia Coelho) para que a gente possa estar juntas para resolver problemas, porque problema nosso é dela, e problema dela é nosso também. Que a gente possa contribuir para ter esse sistema mais organizado e melhor, com as respostas que a população precisa”, finaliza.
Doenças crônicas
Para ela, além da organização financeira e institucional, é preciso pensar na Atenção Primária para se ter uma visão mais aprofundada do cidadão e suas doenças de base, do relacionamento familiar e do relacionamento com os territórios.
“Se ele é diabético, hipertenso, que ele vá lá no posto de saúde. E se ele precisar em algum momento de intercorrência, que possa ir para uma UPA, para um hospital de porta aberta, que possa resolver o problema dele e devolver para a atenção primária novamente para dar continuidade ao seu tratamento”, ressalta.
Segundo a especialista, o sistema de saúde ainda é focado na resolução de condições agudas - como apendicite e cirurgias -, embora o Ministério da Saúde venha buscando fortalecer a política de prevenção. No entanto, novas demandas complicam o cenário.
“O grande ponto crítico, hoje, das condições agudas, é porque temos duas questões: violência e acidentes. Isso é muito mais difícil do que você ter uma pneumonia, rinite, apendicite. Você mexe com toda a estrutura familiar, mexe com o indivíduo que foi acidentado”, observa.
Saúde mental e envelhecimento
Para a médica, é essencial investigar o histórico familiar dos pacientes para prever o desenvolvimento e o agravamento de doenças que podem ser hereditárias, como diabetes e hipertensão, e indicar mudanças de estilo de vida.
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